A tara por livros ou a tara de papel

Leonilson, Certas Sutilezas Humanas (c. 1990)
18 de março - 17 de abril, 2014  

Catálogo

Press Release

Curadoria: Ricardo Sardenberg

“A exposição A tara por livros ou a tara de papel não toma como ponto de partida a investigação do livro-objeto, algo que já pôde ser visto em tantas exposições recentes. Mas, espero, ela se apropria da ideia do livro-corpo. Embora não seja uma investigação puramente plástica ou estética, ainda assim, espero que a exposição cobre do visitante a experiência sensual e estética, um pouco hedonista com os objetos de desejo.  O livro aqui se confunde com a possessão, o erotismo, a compulsão pelo belo e também como nota de carinho, pois o livro se dá pra quem se quer bem. Nesse sentido, o livro artístico aqui é visto como um fetiche. A exposição celebra o objeto livro pela sua força de sedução. O livro não é apenas objeto ou caixa, invólucro de histórias e sonhos. O livro é uma ideia que se apodera da nossa mente e que, por diversas vezes, a sua perda – um livro que foi emprestado e nunca mais voltou – pode ser tão dolorosa quanto a perda da pessoa amada. Como escreveu Flaubert em defesa do seu livro Madame Bovary: no nosso livro, a palavra perfeita é somente nossa e só existe no nosso léxico. Pouco é mais perturbador que a vista de uma fogueira de livros.”  – Ricardo Sardenberg. 

Leonilson, Certas Sutilezas Humanas (c. 1990)
Julio Plaza, Objetos Poema (1969)
Marcius Galan, Livro/objeto Presente (2011)
Artur Barrio, Cadernolivro (2008)
Beatriz Milhazes, Meu Bem (2008)
Ed Ruscha, Me and The (2002)
José Bento, Baquelite (2008)
Mira Schendel, Sem título [Untitled] (1971)
Nuno Ramos, Caldas Aulete (Para Nelson 3) (2006)
Rivane Neuenscwander, Paisagens Dobradas (2000)
Paulo Bruscky, Intersigne III (1993)
Raymundo Colares, Gibi (1970)
Vista da exposição (Installation view)
Vista da exposição (Installation view)
Vista da exposição (Installation view)